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18 de junho de 2008

Fim


Hoje reparo com magoa que os meus Castelos
que com tanto carinho e dedicação construi
se desvaneceram ao sabor do mais suave dos ventos....
Vejo com olhos lacrimejados,
o partir para sempre
do amor por quem lutei tão desenfreadamente...


Ainda que derrubada, magoada
mantenho-me hirta
na certeza de que o sol voltará aquecer os meus dias
hoje enevoados...
Não entendo o porquê da sorte
me ter deixado ao acaso...
que mal lhe terei feito,
para ser merecedora de tamanha dor ?



Não vou perder a esperança
pois ela habita em mim...

Viver sem rancores ou ódio

não me custa, é fácil. Nunca senti!

Mas, depois de sentir o amor...

já não posso viver sem ele!




17 de junho de 2008

A minha alma...

" Morre lentamente ....
... quem não lê,

... quem não viaja,
... quem não ouve música.
... quem não encontra graça em si mesmo!

Morre lentamente ...
... quem se destroi a si próprio
... quem não se deixa ajudar

Morre lentamente ...
... quem se transforma em escravo dos hábitos, repetindo todos os dias os mesmos trajectos
... quem não muda de marca
... quem não arrisca vestir uma nova cor
... quem não conversa com quem conhece !

Morre lentamente ...
... quem evita uma paixão, e o seu redomoinho de emoções, justamente com as que resgatam o brilho dos olhos e os corações ao tropeços!

Morre lentamente ...
... quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho ou amor
... quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho
... quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, de fugir aos conselhos sensatos."

(Pablo Neruda)

Hoje, não escrevo. Li este poema .. e ele diz tudo!

28 de maio de 2008

Ninguém ...

Não tenho ...
ninguém que queira ouvir
Se o meu dia foi de morte
Se algum dia eu fugir
Não tenho ...
ninguém que se importe

Não tenho..
ninguém a quem falar
Até das coisas simples, banais
Não tenho...
ninguém para me calar
Quando já estou a falar demais

Não tenho...
ninguém com quem contar
Nas horas crueis e fatais
Não tenho ...
ningem para me aconselhar
Nas minhas dúvidas existenciais


Não tenho...
Ninguém por perto quando necessito
Ninguém que me abrace quando preciso
Ninguém que me beije quando desejo
Ninguém que me diga palavras carinhosas quando é só isso que anseio

Não tenho ninguém. Para nada.
Esta é a minha sina, é a minha jornada.
Pela vida sou castigada,
Sem sequer ter culpa de nada !

Porque não quiseste o meu amor ?
Porque não aceitaste a minha devoção ?
Agora só sinto dor
Tal é a decepção...